Pata no Charco
sábado, 29 de abril de 2017
A origem das coisas
Deixar de acreditar em tudo e quando voltar a acreditar? O cheiro da lenha a queimar. O cheiro a bolo. O cheiro da terra molhada. O abraço de um corpo conhecido. Ver pormenores novos numa paisagem velha. Fazer um esforço para não chorar e não chorar. Recomeçar quando ainda não se acredita no fim.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Quando tempo uma cidade demora a tornar-se nossa
Nos últimos dois anos mudei três vezes de casa, duas vezes de cidade e, por isso, tenho andado a pensar quanto tempo demora uma cidade a tornar-se minha. Quanto tempo demora uma panorâmica de janela a fazer sentir-me em casa. Não faz sentido tudo isto, Londres foi minha mal lhe toquei com o pé no chão e nunca mais deixou de ser (acho que nunca deixará), vivi um ano numa cidade, onde fui feliz, mas apesar disso nunca me senti em casa. E uma casa alugada quanto tempo demora a ser nossa? Troquei as cortinas, coloquei tapetes velas, almofadas e plantas, tudo como dita a etiqueta da decoração, mas só a senti como minha passado um mês. Há quem viva num hotel anos a fio, será que se sente em casa? Quanto tempo demora uma cidade a tornar-se nossa?
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Blogs não lidos
Ando aqui a matutar na importância para o mundo de existirem blogs sem visualizações.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Corvinas e corvetas
- Este peixe é aquele que vem em lata?
- Não, não é atum. É corvina.
- Isso não são aquelas coisas da Marinha?
- Não. Isso são corvetas...
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Cem dias de chuva (não são mas parecem)
Sempre que chove dias e dias sem parar (como neste caso, desde há 5 dias) lembro-me daquela passagem deste livro...e temo que todas as coisas (e a minha própria vida) ganhem lodo e me escorreguem das mãos.
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sábado, 21 de dezembro de 2013
Natal é num dia qualquer
Natal é num dia qualquer. Natal foi ontem. Natal é dizer obrigada a alguém a quem devemos muito, é dar a senha (que já não precisamos) à pessoa com o ar mais triste que estiver à espera na loucura natalícia dos CTT, a uma hora do fecho, é comprar formas para bolachas (e fazê-las mesmo), é voltar a um lugar antigo e (quase dez anos depois) saber que ainda se lembram do nosso nome. Natal é isto e por isso é muitas vezes Natal.
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